Home Data de criação : 08/11/28 Última atualização : 11/10/17 11:19 / 30 Artigos publicados

O Ciclo do Ouro - Destino Pé na Estrada em Rumo a Minas Gerais  (Pé na Estrada) escrito em segunda 01 novembro 2010 17:01

Blog de destinopenaestrada :Rota Brasil - Destino pé na estrada, O Ciclo do Ouro - Destino Pé na Estrada em Rumo a Minas Gerais

 

 Foi em Paraty, em nossa Lua de mel que firmamos nossa paixão pela historia e daí decidimos visitar os lugares descritos nos livros na busca do conhecimento e de poder dizer eu estive lá !

 

....O Ciclo do Ouro é  uma fase intrigante de supra importância para o desenvolvimento do Brasil, um período marcado pelas  riquezas mas sobre tudo marcado pela ganância humana demonstrando nos limites do que somos capazes de fazer pelo OURO e em nome do poder  ... O lado bom é que hoje temos as belezas advindas desse período que nos remete numa viagem fascinante "ao ontem" - estar em Ouro Preto e Parati um exemplo de como homem se superou, mas por outro lado quando visitamos as Minas, fazendas com suas antigas senzalas é possível identificar a que preço !!!!!! Na próxima etapa de destino pé na estrada falarei das cidades de  Minas Gerais que fizeram parte na Rota do Ouro ...

Ouro Preto, Ouro Branco, São João  Del Rei , Tiradentes , Mariana, entre outras .... para detalhes.  clique nos artigos de cada cidade e veja as fotos , filme e dicas do que fazer e para onde ir ...e  como ir...

  

Quando os primeiros exploradores chegaram ao Brasil, o maior objeto de desejo era o ouro, metal precioso o bastante para manter o fausto das cortes européias. As excursões pioneiras pelo litoral e até pelo interior foram frustrantes. Nada parecia haver naquela terra além de natureza pródiga, solo fértil e índios pagãos. Qualidades estas, aliás, para as quais os exploradores davam pouca ou nenhuma importância.

 


 

   

Foi no contato com os índios que os estrangeiros se deram conta que algo de muito valioso se escondia nos recônditos do Brasil. Não faltavam histórias sobre uma terra distante, onde o ouro brotava no leito dos rios. No alto de suas montanhas podiam ser retiradas pedras de magníficas cores, verdes e azuis... O nome de uma dessas serras era Sabarabuçu, mas havia outras, muitas outras.

A Corte Portuguesa desincentivava as jornadas pelo interior, com receio de que a corrida lhe tirasse o controle sobre o que viesse a ser descoberto. Mas não foi possível segurar a força das lendas, que finalmente provariam ser a mais pura verdade. A primeiras expedições, conforme consta em alguns estudos, se deram já no séc. XVI. Não foram bem sucedidas e muitos aventureiros não voltaram para contar o que viram na terra virgem e hostil. Somente no final do século seguinte se daria o achamento das primeiras e tímidas lavras de metais.

"Bandeira" era o nome das grandes incursões pelo país naqueles tempos. As "bandeiras" que penetraram Minas inicialmente partiam do planalto de Piratininga, em São Paulo. A de Fernão Dias, em 1674, tinha por finalidade encontrar Sabarabuçu, o Eldorado. Foram sete longos anos de trabalho árduo, nos quais poucas pedras foram encontradas. No entanto, a jornada revelou grande parte do imenso território. Dos pousos para descanso das tropas de Fernão Dias surgiriam mais tarde núcleos povoados, cujo papel foi fundamental para a colonização do estado.

Fernão Dias morreu em 1681, nas proximidades da cidade de Caeté, talvez frustrado por não ter encontrado as esmeraldas que buscava. Talvez tivesse pensado que o ouro e as pedras estavam mais ao norte, ainda mais distantes nas entranhas do Brasil. Se pensou assim estava errado. Mal sabia ele que tinha alcançado Sabarabuçu e que só faltou procurar mais um pouquinho. Seus companheiros continuariam seu trabalho, entre eles seu filho Garcia Rodrigues Paes e seu genro Borba Gato, que abriram importantes caminhos para o interior.

 

Ouro faz brotar do chão uma história

Produção de ouro nas Minas Gerais
1697
1699
1705
1715
1739
1744
1754
1764
115 Kg
725 Kg
1,5 Ton
6,5 Ton
10 Ton
9,7 Ton
8,8 Ton
7,6 Ton

O tão sonhado ouro por fim se acharia nos fins daquele século XVII. E era muito, muito ouro, opulentas minas. O mais provável é que o descobridor tenha sido um paulista, Antônio Rodrigues Arzão, que não pôde concluir seu feito por causa da animosidade dos índios que caçava. Bartolomeu Bueno de Siqueira assumiu, com as informações que recebeu, a busca pelo metal. Descobriu em 1694, nos arredores de Itaverava, jazidas cujas amostras de ouro foram levadas para o Rio de Janeiro, para apreciação do Governador, que tinha jurisdição sobre todas as descobertas.





 
 

Em 23 de junho de 1698, a "bandeira" comandada por Antônio Dias de Oliveira chegou aos pés de um pico, chamado Itacolomi. Ali seriam lançados os fundamentos de uma fabulosa cidade, por cujas ruas percorreriam o ouro e os ideais de liberdade: nascia a inesquecível Vila Rica (atual Ouro Preto), que foi capital da província até o final do século XIX. Em 1709 era criada a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. No início da mineração, o ouro encontrado no leito dos rios obrigou os garimpeiros a viverem como nômades. Esgotada a lavra partiam para outras mais lucrativas. A população encontrava-se bastante dispersa. Os imigrantes vinham de todo lugar, ansiosos por fazer riquezas naquele novo Eldorado. Quando o ouro começou a ficar escasso nos rios, a extração passou para as encostas das montanhas. O trabalho de cavar exigiu que o minerador se fixasse. As minas foram surgindo e junto a elas os núcleos povoados. O ouro parecia brotar em todo lugar. Sabarabuçu, Cataguás ou Cataguases, Caeté, do Rio das Mortes, Itambé, Itabira, Ouro Preto, Ouro Branco etc. Eram enfim muitas minas, ou melhor dizendo, "Minas Gerais". Já em 1701 o nome começou a ser usado, sendo oficializado em Carta Régia de 1732.

A ambição dos imigrantes origina o primeiro grande conflito pelo ouro: a guerra dos emboabas, que envolveu paulistas e demais imigrantes. Em decorrência disso, a Coroa Portuguesa criou em 1720 a Capitania das Minas, desmembrada de São Paulo. Passou a controlar duramente a extração, recolhendo 20% de tudo que era produzido, o chamado quinto. As atividades agrícola e manufatureira praticamente não existem. Apenas uma agricultura de subsistência e criação de pequenos animais, como o porco. Os demais produtos chegam às regiões mineradoras no lombo de burros. A província cresce rapidamente e com ela a carência por produtos de primeira necessidade. Os mercadores ambulantes também se estabelecem nos povoados. Surge o primeiro grande mercado consumidor do Brasil. Tudo é comercializado, de escravos africanos a artigos importados da Europa. A abertura do Caminho Novo, por Garcia Rodrigues Paes, intensificou ainda mais a troca de mercadorias, ligando o Rio de Janeiro às regiões mineradoras. O ouro fez com que a capital da Colônia se transferisse de Salvador, na Bahia, para a cidade do Rio de Janeiro em 1763.

A intensa mistura de pessoas tão diferentes em um mesmo ambiente, impulsionadas pelo poder do ouro, deu início a uma nova sociedade. Portugueses, paulistas, negros, índios e outros imigrantes se misturavam e formaram um mosaico cultural. Até então vigorava no Brasil a rígida sociedade dos engenhos, com sua estrutura paralítica, cujos rumos eram ditados pelos Senhores, principalmente os das grandes fazendas de açúcar. A incipiente e efervescente sociedade mineira tinha características mais democráticas, os padrões de conduta não eram tão rígidos e a ascensão social era mais fácil. Até mesmo um escravo, numa bateada feliz, podia enricar e comprar sua liberdade. A combinação da vida urbana com a atividade mineradora cria novos ofícios, desenvolvendo um novo embrião de classe média. São escultores, músicos, tropeiros, pintores, marceneiros, alfaiates, entalhadores, advogados, poetas... Um Estado Moderno nasce no Brasil, com administração burocrática, fiscalização e arrecadação de impostos.

 

 

Nesse ambiente tornou-se possível o surgimento de um movimento artístico e cultural sem precedentes no Brasil. As vilas se tornam prósperos redutos, onde floresce uma rica arquitetura. As artes tomam impulso, lembrando em muito o renascimento europeu. Vigora o mecenato e mestres como Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manuel da Costa Ataíde encontram o ambiente perfeito para exercerem sua genialidade. O Barroco Mineiro impressiona por seu esplendor, sua força e dramaticidade. É uma arte de fervor religioso, teatral e encontrou em Minas o cenário perfeito para se estabelecer.

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Rio de Janeiro ... Uma declaração de Amor  (Rio de Janeiro) escrito em sábado 26 junho 2010 19:16

 

Sim ...

 

E uma história de muito amor, respeito, de muita intensidade mas de também de grandes sonhos!  Rio, você me fez assim ...

 

Encantou-me,  e me ensinou a "ti " cantar  "...Rio de Janeiro , braços abertos sob a Guanabara" ... rsrsrsrs .... Rio eu gosto de você ......

 

Éh ! Rio, quando te vi pela primeira vez, a temi e como "ti" temi, com todo esse seu concreto, e o abstrato de suas formas traduzidas em paisagens...Como a admirei e te chamei de bela, de grande , de Rio de Janeiro , o Rio das novelas , o Rio de Vinicios, um Rio de belezas...

 

... Com o passar do tempo,  eu te ganhei e aprendi com  suas fronteiras e até com os seus becos,  de onde não se deve passar ou entrar, hum,  nesses não, o melhor mesmo é desviar! ....Faz parte , afinal,  nem tudo é só beleza , tem também a dura realidade e essa, só queremos mesmo ver na TV, bem de longe! .....   

Mas ainda assim,  consegui perceber em suas esquinas, em suas colinas e nas suas calçadas,  o que o Rio tem de melhor !  ...Oh!  e ainda,  tem o Mar , ah, mas e o mar ? Desse,  eu nem sei o que falar , deixa pra proxima !!!! 

 

E com isso tudo, aprendi então, a te amar e te chamar de minha, de minha cidade,

minha casa , de meu LAR!  Meu ponto de partida... pois é,... e é de onde saímos e para onde voltamos,  de braços abertos ; abertos,  para o Cristo, para o Pão de Açucar, para  Apoteose,  e  para Laranjeiras , minha Laranjeiras do meu Fluminense, hum , já sei não precisava  falar do Fluminense! Tudo bem ... ah ha quem não ligue se não ganhamos mais , rsrsrsrsr ... Nao posso vou esquecer a Tijuca , já já chegaremos lá...!

 

Rio, que te quero sempre...

 

Um Rio de igualdades, um Rio de diferenças, um Rio de formas que encantam  e ainda me fazem  ainda SONHAR ....

 

E para você Rio,  um grande Abraço!!!!!!!!!!!

 

 

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Chile Destino : Vina Del Mar e Valparaiso  (Pé na Estrada) escrito em sábado 26 junho 2010 19:11

 

A baía de Valparaíso era a principio habitada pelos changos, indígenas que eram exímios pescadores, que utilizavam balsas de pele de lobo marinho infladas, que uniam com fortes cordas em torno de uma armação de madeira.

O primeiro contato dos espanhóis com estas terras foi em 1536 quando o capitão Diego de Almagro, o andaluz Don Juan de Saavedra, com um pelotão de seus homens chegou na região e batizou a baía como Valparaíso.

Em 1544 Pedro de Valdivia denominou-a "Puerto Natural de Santiago del Nuevo Extremo". Em 1559 começou a delinear-se um esboço de cidade partindo de uma pequena capela construída onde hoje está a igreja matriz da cidade. Antes disso, a baía era apenas o lugar de chegada para navios em trânsito para o Vice Reino do Peru.

De 1559 até 1615, corsários e piratas ingleses tais como Sir Francis Drake, saquearam Valparaíso, apropriando-se do ouro enviado do Peru. Foi por isto que o Governador do Reino do Chile, Martín García Óñez de Loyola, iniciou 1594 a construção do primeiro forte da região.

Durante a segunda metade do século XVIII as exportações desde o porto se incrementaram, destacando-se produtos tais como vinho, sebo, couros e queijos que se enviavam ao Peru. A importância que adquiriu o porto também se devia à chegada de navios da metrópole.

A partir da independência chilena e da declaração de liberdade de comércio, Valparaíso foi declarado como porto franco, convertendo-se em escala obrigatória das rotas marítimas que vinham às costas e ilhas do Oceano Pacífico desde o Atlântico, seja via Estreito de Magalhães ou via Cabo Horn.

 

 

 

Viña del Mar nasceu da fusão de duas fazendas, las Siete Hermanas e Viña del Mar propriamente dita. O limite entre ambas era o estuário de Marga Marga, que atualmente cruza a cidade ao meio. A norte, nas Siete Hermanas, se plantaram vinhedos que, com o passar do tempo, se tornaram conhecidos como la viña de la mar, que derivaria no atual nome "Viña del Mar".

Em 1855 começa a funcionar a ferrovia entre Valparaíso e Viña del Mar, o que estimulou as primeiras compras de terrenos. A 31 de maio de 1878 don José Francisco Vergara Echevers conseguiu que o governo chileno fundasse a cidade por decreto do Presidente da República, na época Aníbal Pinto Garmendia. Já na década de 1930, todo o plano central da cidade estava coberto por edificações. O bairro de Recreo, situado nos morros do caminho que une Viña com Valparaíso, foi um dos primeiros a surgir. Depois surgiu ao norte o bairro de Santa Inés. Na década de 1960 se abriu para leste, o bairro de Miraflores, hoje um dos maiores da cidade. Depois surgiu o bairro de Reñaca, que cresceu até converter-se num bairro de classe média-alta.

No começo do século XX a cidade se converteu em um balneário destacado. Era a época em que a aristocracia descobria os benefícios dos banhos de mar e do ar livre, o que tornou Viña del Mar um lugar de lazer e recreação. Desde então, suas praias têm sido uma poderosa atração turística.

Também é tem um papel de cidade industrial contando com a Compañía Refinera de Azúcar de Viña del Mar (CRAV), fundada em 1873, e a empresa Levis & Murphy y Cía, fundada em 1883. As avenidas Libertad e San Martín são importantes vias de comércio.

A partir da década de 1980, com o surgimento das universidades privadas e a expansão das universidades estatais, Viña del Mar passou a adquirir ares de cidade universitária, graças à criação de novas faculdades.

Em 1929 foi instalado no Cerro Castillo o palácio presidencial. Mais ou menos nesta época foi criado o cassino da cidade. A partir da década de 1960 começou a popularizar-se em nível mundial o Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, organizado em fevereiro de cada ano. A antiga via férrea da cidade foi substituída em 2005 por uma linha de metrô, liga Viña del Mar a Valparaíso e aoutras cidades vizinhas.

Na região existem outras praias importantes e bonitas para conhecer, como Algarrobo (onde está localizada a maior piscina do mundo) e Isla Negra (onde fica uma das casas de Pablo Neruda).

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Cordilheira dos Andes  (Pé na Estrada) escrito em sábado 26 junho 2010 19:05

 

 

 

A Cordilheira dos Andes (em língua quechua: Anti(s)) é uma vasta cadeia montanhosa formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul, sendo a formação geológica da mesma datada do período Terciário. A cordilheira possui aproximadamente 8000 km de extensão. É a maior cadeia de montanhas do mundo (em comprimento), e em seus trechos mais largos chega a 160 km do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4000 m e seu ponto culminante é o pico do Aconcágua com 6962 m de altitude.

A Cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até à Patagônia, atravessando todo o continente sul-americano, caracterizando a paisagem do Chile, Argentina, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, também conhecidos como países Andinos.

Nos territórios da Colômbia e da Venezuela a cordilheira se ramifica e se prolonga até quase alcançar o Mar do Caribe. Em sua parte meridional serve de longa fronteira natural entre Chile e Argentina. Na zona central, os Andes se alargam dando lugar a um planalto elevado conhecido como Altiplano, partilhado pelo Peru, Bolívia e Chile. A cordilheira volta a estreitar-se no norte do Peru e se alarga novamente na Colômbia para estreitar-se e dividir-se ao entrar na Venezuela.

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Argentina Destino : Patagonia  (Pé na Estrada) escrito em sexta 25 junho 2010 16:24

Blog de destinopenaestrada :Rota Brasil - Destino pé na estrada, Argentina Destino : Patagonia

Ainda em projeto ....

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